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Vive a Paixão de Jesus

Alexandrina participou verdadeiramente, no seu corpo e no seu espírito, na Paixão de Jesus. Jesus foi preparando Alexandrina para esta grande corredenção e esta vivência mística, embora fosse evoluindo, esteve presente na vida de Alexandrina até à sua morte.

 

Convite de Jesus

Numa carta de 1934, Alexandrina escreve o primeiro anúncio divino para a sua futura vivência, no corpo e na alma, da Paixão de Jesus:

«Quinta feira, dia 6, o Sr. Abade veio trazer Nosso Senhor a uma doente minha vizinha, e ao mesmo tempo trouxe também para mim. Depois de comungar, não sei como fiquei; estava fria, parecia-me que não sabia dar graças. Mas, louvado seja o meu bom Jesus! Não olhou para a minha indignidade, nem para a minha frieza. Parecia-me ouvir dizer:

“Dá-Me as tuas mãos, que as quero cravar coMigo; dá-Me os teus pés, que os quero cravar coMigo; dá-Me a tua cabeça, que a quero coroar de espinhos, como Me fizeram a Mim; dá-Me o teu coração, que o quero trespassar com a lança, como Me trespassaram a Mim; consagra-Me todo o teu corpo; oferece-te toda a Mim, que te quero possuir por completo.”

Foi isto bastante para me ter tido muito preocupada. Não sabia o que havia de fazer: calar-me e não dizer nada, parece-me não ser a vontade de Nosso Senhor, parece-me que o bom Jesus não queria que eu ocultasse isto. […] Será isto uma ilusão minha? Ai, meu Jesus, perdoai-me se Vos ofendo, eu não Vos queria ofender; faço-o por obediência, e a não ser calar-me, não sei como pudesse proceder de outra forma.»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 08/09/1934)

 

 

Alexandrina faz uma breve alusão à sua crucifixão mística:

«Uma noite, apareceu-me Jesus em tamanho natural, despido, apenas com uma faixa à cinta e nas Suas Divinas mãos, pés e lado, estavam abertas profundas chagas. O Sangue escorria em abundância. Da chaga do lado escorria até à cintura, atravessando a faixa, indo cair ao chão. Jesus sentou-Se no meu leito, ficando com as pernas ao dependuro. Beijei com muito amor as chagas das mãos e ansiava por beijar as dos pés. Como estava deitada, não lhes chegava, e nada disse a Jesus. Mas Ele, que conheceu os meus desejos, com as Suas mãos tomou um pé, levantou-o e deu-mo a beijar; depois o outro, deixando-os cair para a mesma posição. Depois, contemplei a chaga do lado e todo o Sangue que dela corria. Muito compadecida, atirei-me para os braços de Jesus e disse-Lhe:

“Ó meu Jesus, quanto sofreste por meu amor!”

Fiquei um poucochinho encostada ao peito de Jesus e depois desapareceu-me Nosso Senhor.

Escusado será dizer que jamais se apagará da minha mente tudo isto e recordarei sempre, como sempre me estivesse presente. Sinto o meu coração ferido ao recordar este quadro. Só por obediência e amor a Jesus falo nisto. Penso que a apresentação de Nosso Senhor neste estado seria a prepara-me para o que agora vou descrever. Que Ele me dê forças e a Sua graça para o poder fazer.»

(Autobiografia; pág. 48/49)

Para corresponder a tanto amor

Ainda antes de viver a Paixão, já Alexandrina mostrava um intenso desejo, muitas «ânsias» de amar Jesus:

«Tudo queria fazer por Seus amores e, para provar que Os amava, algumas vezes fazia bolinhas de cera a atava-as na ponta de um lencinho e com ele batia no meu corpo, escolhendo os lugares onde mais podia sofrer, como fossem nos joelhos e sobre os ossos, ficando com o meu corpo denegrido das pancadas.

Outras vezes atava a trança dos meus cabelos aos ferros da minha cama e puxava a cabeça com toda a força para a frente, para assim mais sofrer. Ou então dava nós na ponta da trança, açoitando-me com ela nas costas, no peito, nos braços e em todas as partes onde a trança chegava.

Na tarde de um domingo, tinha tantas ânsias de amor Divino, não cabendo em mim de ansiedade, suspirava por ficar sozinha, vendo partir todos os meus para a igreja. Como de costume, queriam ficar a fazer-me companhia, mas eu preferia ficar sozinha, pois só com o meu Jesus é que me sentia bem. Logo que me deixaram a sós com Jesus, foi então que lhe provei quanto O amava. Peguei num alfinete que segurava as minhas medalhinhas espetando-o sobre o meu coração; mas como não visse aparecer sangue, enterrei-o ainda mais e retorci as fibras até rebentarem, surgindo sangue. Tomei a caneta e um santinho e com o meu sangue escrevi assim:

“Com o meu sangue Vos juro amar-Vos muito, meu Jesus, e seja tal o meu amor, que morra abraçada à cruz! Amo-Vos e morro por Vós, meu querido Jesus, e nos Vossos Sacrários quero habitar, ó meu Jesus.        

Balazar, 14/10/1934”

Logo que acabei de escrever isto, foi tal a repugnância e aflição que senti, tentando rasgar imediatamente o santinho, mas não sei o que foi que me impediu de o fazer; não senti nenhuma consolação com esta prova que Lhe dei. Quando minha irmã regressou da igreja, eu estava numa grande inquietação; não lhe disse o que tinha feito, mas mostrei-lhe o santinho, e ela exclamou:

“Ai, minha marota, o que tu fizeste! Assim que o Sr. Padre Pinho o souber…”

Eu respondi-lhe:

“Ai, não lho digo!”

Mas contei isso e tudo o mais que tinha feito. Sua Reverência perguntou-me quem tinha dado licença, ao que respondi:

“Não sabia que era preciso pedir obediência.”

Desde então proibiu-me de voltar a fazer coisas deste género.»

(Autobiografia; pág. 30/31)

Vive a Paixão de Jesus

De verdade, Alexandrina viveu, no seu corpo e na sua alma, a Paixão de Jesus desde o Horto das Oliveiras até ao Calvário. A primeira Paixão visível deu-se em outubro de 1938 e a última em março de 1942. Aconteciam às sextas feiras por um período médio de 3 horas.

A inteligência humana questiona-se ao tentar compreender como uma doente paralisada vive em si a Via Sacra mas “para Deus nada é impossível.” (Lc 1;37) São numerosas as provas: registos escritos, gravações, testemunhos, relatórios, etc...

 

«Já há tempos que sentia grandes agonias na minha alma e por vezes prestes a cair em assustadores abismos. Nestes dias redobraram os meus sofrimentos. Os abismos eram aterradores. A justiça do Pai Eterno caía sobre mim e Ele bradava-me repetidas vezes:

“Vingança, vingança, etc.”

Aumentavam os sofrimentos da alma e do corpo. É impossível descrevê-los, só sentidos e presenciados. Passava os dias e as noites rolando pela cama, a ouvir a voz assustadora do Eterno Pai.

Na manhã de 2 de outubro de 1938, disse-me Nosso Senhor que iria passar por toda a Sua Santa Paixão, do Horto ao Calvário, só não chegaria ao “Consummatum est”. Seria a primeira vez no dia 3, e depois ficaria a passar pela Paixão todas as sextas feiras, pouco depois do meio-dia, às 3 horas, mas na primeira vez ficaria até às 6 horas, a desabafar comigo, fazendo-me os Seus queixumes.

Não disse que não a Nosso Senhor. Preveni o meu Diretor espiritual de tudo que Nosso Senhor me disse. Esperava o dia e a hora com grande aflição, pois nem eu nem o meu Diretor fazíamos ideia do que se ia passar. Na noite de 2 para 3 de outubro, se era grande a agonia da alma, também foi grande o sofrimento do meu corpo, começando a vomitar sangue e a sentir dores horríveis. Vomitei bastantes dias seguidos e, durante cinco dias, não tomei alimento algum. Foi neste sofrimento que eu fui para a primeira crucifixão. Que horror eu sentia em mim! Que medo e até pavor!... É indizível a minha aflição.»

(Autobiografia; pág. 51)

 

 

Alexandrina escreve no seu diário:

«Toda a Paixão foi muito abandonada. Nosso Senhor só por três vezes me disse umas palavrinhas. Na primeira vez, no Horto, quando o peso da justiça Divina caía sobre mim, Nosso Senhor dizia-me:

“Estás a fazer as Minhas vezes: também sobre Mim vinha tudo isto. Tem coragem, é obra Divina que te dá a força, que te move, que faz tudo isto.”

A segunda vez, no Horto também, eu via-me num abismo tão grande, tão cheio de imundices, pareciam-me que haviam ali todas as misérias e eram minhas. E Nosso Senhor dizia-me:

“Assim como Eu és fiadora: também Eu estava nesse abismo, coberto com todas as misérias.”»

(Cartas ao Padre Mariano Pinho; 16/06/1039)

 

 

 

 

Alexandrina exclama, a 16 de abril de 1942:

«Quanto não havia de custar a Nosso Senhor estar com o Seu Santíssimo Corpo na cruz se a mim me custa tanto ter o meu pousado na cama!»

(Sentimentos da Alma; 16/04/1942)

 

 

Alexandrina em êxtase,

vivendo a Paixão de Jesus

 

 

 

Relata Alexandrina a 27 de setembro de 1946:

«Senti nos lábios a esponja e vi ao lado uma agudíssima lança. Depois disto, Jesus cerrou os olhos e expirou dentro de mim. E logo essa lança Lhe foi abrir o peito e o Coração.

Vi cair dele umas gotinhas de Sangue e por último água claríssima. Fiquei por algum tempo como se estivesse morta com Jesus. Com o mesmo Coração aberto falou-me, depois, cheio de vida:

“Minha filha, aqui estou com o Meu Divino Coração aberto, aberto pelos pecadores, aberto com a maldade do mundo. É teu, é n’Ele a tua morada, vivo em ti e tu em Mim. Entra e traz contigo a humanidade que é tua, que te confiei. Só Eu conheço o perigo em que ela está, as falsas armadilhas que lhe prepararam. Minha filha, Minha filha amada, oh, que tanta maldade! O Meu Divino Coração não tem como no Calvário um só soldado que o abra, que lhe crave a lança; agora são milhões e milhões de pecadores que assim Me ferem. Sofre, sofre, repara, repara e sofre por amor: é Jesus, o teu esposo, que te pede.”

“Meu Jesus, eu não sei sofrer, nem reparar, e nada valem os meus sofrimentos. Tudo tenho sofrido por Vosso amor e vejo-Vos sempre assim ferido.”»

(Sentimentos da Alma; 27/09/1946)

Relato do Pe. Terças

Esta descrição ocular, de 29 de agosto de 1941, da paixão sentida e sofrida pela Alexandrina, foi escrita pelo Padre Terças dos Missionários do Espírito Santo. Assim narra ele:

 

«…compareci lá com mais quatro sacerdotes à uma hora exata da tarde do dia 29 de agosto de 1941.

Sendo o primeiro a dirigir-me ao leito da piedosa vidente…ao divisar-lhe nos olhos sinais de profunda tristeza, perguntei-lhe:

“Alexandrina, então, o que é que sente?”

- Tenho medo, - diz ela com voz de amargura – … Aproxima-se a hora…

O olhar amortecendo, até que há uma e oito minutos da tarde se lhe cerraram as pálpebras.

Entrara em êxtase.

 

Minutos depois, isto é, às:

13h10 – Manifesta sinais da maior inquietação e, ainda na cama, gesticula levemente, estendendo a mão esquerda em atitude de afastar um adversário, que se aproxima.

13h12 – Solta gemidos de aflição.

Volta-se para o pavimento do quarto e, desprendendo-se da roupa da cama cai de joelhos, num movimento rápido, ficando debruçada no soalho. Encontra-se em espírito no Jardim das Oliveiras. A mão esquerda continua estendida e, com a direita procura ocultar o rosto torturado e aflito».

 

 

  • Primeira fase da agonia

«13h14 – ...Apoia os cotovelos no soalho e, no meio de suspiros de aflição, oculta o rosto com as mãos.

13h15 – A contas com inexplicável angústia rola-se no soalho, ficando na posição em que Santa Cecília nas catacumbas de Roma, isto é, o rosto sobre as mãos juntas.

13h16 – Leve movimento dos braços e suspiros de aflição. Aperta o rosto entre as mãos e ouvem-se-lhe gemidos agudos. A respiração torna-se compassada e funda.

13h18 – Alonga os braços em atitude de quem procura repelir um invasor. Ainda voltando sobre o lado cruza e aperta os dedos com aflição.

13h20 – Solta gemidos mais pronunciados de sofrimento, e volta-se duas vezes, no sentido da cama. Parece redobrar de angústia ao ver os sofrimentos de Jesus no Horto e, aflita, rola-se de novo como verme da terra, na direção da parede. Por cinco vezes são os gemidos da aflição acompanhados de convulsões dolorosas.

13h25 – A Alexandrina ajoelha no soalho do quarto e toma, a seguir, posição de assentada, apoiando-se nos pés, sempre com tormentosa aflição. Erguendo-se, e voltada para a entrada do quarto exclama com voz magoada:

– Não pudeste, durante uma hora, vigiar coMigo? Vigiai e orai, para não cairdes em tentação».

 

 

  • Segunda fase da agonia

«13h27 – a piedosa vidente ergue os braços ao céu e recolhe-os em cruz, para de novo cair desamparada e de joelhos, de encontro ao pavimento do quarto. Fica então de bruços, os cotovelos levemente distanciados e o rosto entre as mãos.

13h29 – Por duas vezes, ergue levemente a cabeça e, de novo, cai de bruços com o rosto entre as mãos.

13h31 – Rola-se aflitivamente para a direita e geme. Ergue a cabeça um pouco, e deixa-a desamparada no soalho, fora do espaço ocupado pela esteira.

13h32 – No meio de indizíveis sofrimentos, dá duas voltas para a esquerda, ficando de bruços como até aqui.

13h34 – Assiste à luta de Jesus com o tentador, e passa as aflições que o Salvador padeceu. Apresenta o rosto afogueado e, a seguir duas séries de convulsões, de quem treme de pavor; cai prostrada no soalho; batendo desamparadamente com a fronte no chão, fora também do espaço ocupado pela esteira.

13h38 – Ajoelha aflita. Levanta-se, vai sentar-se aos pés da cama e repete as palavras que ouve do Salvador:

- Vigiai e orai… A hora é grave.

Ergue as mãos ao alto e reproduz as palavras de Jesus:

- Meu Pai, sacrifica-me, mas salva o mundo… O mundo que é Teu!».

 

 

  • Terceira fase da agonia

«13h43 – Erguendo-se, vai ajoelhar um passo à frente, e cai desamparada no soalho, gemendo aflitivamente. Volta o rosto para a esquerda, como a recear outra investida do inimigo e, no meio de gemidos, oculta o rosto entre as mãos.

13h50 – Prostrada por terra rola-se duas vezes no sentido da porta do quarto e deixa cair, de aflição, a cabeça, de encontro ao soalho.

13h53 – A contas com atrozes sofrimentos rola-se de novo, mas no sentido da janela, ficando de bruços e com o braço direito estendido ao longo da esteira…

13h54 – Continua a gemer aflitivamente apoiando-se nos cotovelos, segura a cabeça entra as mãos. Contempla a agonia de Jesus no Horto.

13h57 – Rola-se de novo, aflita, no sentido da porta e, afastados os cotovelos, apoia a cabeça nas tábuas do soalho. Fica assim algum tempo em silêncio.

13h59 – Solta gemidos mais torturantes e é agitada da cabeça aos pés com a violência dos tormentos. Entra, a seguir, num período de relativo descanso.

14h02 – Por duas vezes, deixa cair aflitivamente a cabeça de encontro ao soalho, ouvindo-se-lhe suspiros de intensa agonia. Volta, no meio dos gemidos, a sentar-se no chão, mas junto aos pés da cama.

14h04 – Erguendo as mãos para o céu repete as palavras que ouve pronunciar a Jesus, dizendo:

- Meu Pai, eu quero salvar o mundo. Imola-me em cada momento. Eu quero dar o meu sangue pelos homens. Não me poupes ao sacrifício.

Nesta altura, a vidente cruza as mãos no peito e inclina-se como a perscrutar o que se passa nas trevas. Vê ao longe os soldados, com Judas à frente e chama os apóstolos. Senta-se na cama onde toma leve repouso. Em breve, porém, levanta a mão esquerda em atitude de repulsa e, ao sentir os soldados que se aproximam, exclama para os discípulos: - Levantai-vos, que é chegada a hora. Vinde daí, e vamos.

14h06 – Reproduz as palavras de Judas! – Salvé, Mestre… E ouve com repugnância o beijo do traidor. Com a mão esquerda faz sinal aos soldados, caídos por terra. Ao ver, porém, o Senhor preso, oferece, ela também, as mãos aos aprisionadores».

 

 

  • Em casa de Anás e Caifás

«14h10 – Presente no tribunal, ela, sentada no pavimento do quarto, toma a atitude de tudo escutar atentamente, e repete as palavras do Salvador: - Eu ensinei na sinagoga, e no Templo…Para que me perguntas? Interroga aqueles que ouviram o que eu lhes preguei…

14h12 – Às palavras do soldado: - Assim respondes ao pontífice? – Alexandrina erguendo-se dá com a mão direita uma violenta bofetada na face esquerda dela. Alguém ao lado murmurou: - Na verdade foi com a direita que o soldado esbofeteou a Cristo e, na face esquerda, é que Jesus sofreu o golpe.

14h13 – Ao ser levado para o tribunal de Caifás, Jesus, deparando com Pedro, diz-lhe assim: - Pedro juraste-me fidelidade. Eras o meu discípulo mais querido, o amigo do meu coração. O teu arrependimento há-de fazer-te outra vez meu.[…]»

 

 

  • Primeiro momento de flagelação

 «14h24 – Quando Jesus era levado para a coluna, a piedosa vidente dirige-se para junto do leito, e nele apoia as mãos. Ao ver Jesus flagelado, recebe sobre ela os golpes vibrados do Senhor, vendo-se quanto Ele sofre, pelas convulsões violentíssimas, produzidas pelo azorrague (flagrum), e pelos gemidos angustiosos que lhe escapam dos lábios.»

 

 

  • Segundo momento de flagelação

«O segundo grupo de carrascos vem substituir os primeiros, fatigados de tanto flagelar. Os golpes vibrados em Jesus, já horrivelmente torturado, veem atingir também a martirizada Alexandrina. O Senhor, no meio do tormento, fita os olhos no céu e exclama: - Por teu amor, ó Pai, eu quero e abraço a tua cruz!

Nessa altura, ouvem-se dos lábios da Alexandrina suspiros dolorosos que se prolongam, manifestando, a seguir, sintomas repulsivos de vómitos que – explica no fim – é a impressão que ela sente do ódio dos judeus que, no rancor para com Jesus, iriam até ao ponto de lhe arrancar as vísceras. [1]

A vidente suspira de novo e reproduz as palavras do Salvador, no meio da tortura:

- Pai, por Ti e para Te dar as almas!»

 

 

  • Terceiro momento de flagelação

«Os golpes vibrados no Senhor, alongando-se até à piedosa vidente, obrigaram-na a contorcer-se de dor, no meio de pungentes gemidos. Jesus exclama de novo:

- Por ti, ó Pai…E por Teu amor!

14h32 – Alexandrina cai de joelhos, com o rosto apoiado no leito. De novo, geme em convulsões dolorosas, sofrendo torturas aflitivas, sempre que os judeus exteriorizam o ódio rancoroso contra Jesus.»

 

 

  • Quarto momento de flagelação

«14h 36 – O Senhor é de novo flagelado, estendendo-se os golpes até à pessoa martirizada do Calvário, que passa por tormentos indizíveis.

14h38 – Repete as palavras que ouviu ao salvador, no meio de tanto sofrer:

- Pai, é por ti e pelas almas!

Alexandrina, tendo-se erguido, cai de joelhos, mais uma vez, junto do leito, torturada pela agudeza dos sofrimentos. Finalmente, toma breve repouso, encostada ao leito.»

 

 

  • Quinto momento de flagelação

«14h39 – continuando a flagelação do Senhor, sofre ela, de novo, violentas convulsões em todo o corpo, e cai torturada de encontro ao soalho. Em breve, porém, ergue-se e volta, fatigadíssima, a sentar-se no chão, entre a irmã dela e o leito, a que se encosta. Erguendo os olhos ao céu, repete o que ouve da boca de Jesus:

- Meu Pai, meu Pai, quem não há-de amar-Te?

Termina, assim, a flagelação nas costas do salvador. A vidente, aproxima, então, a cabeça da margem da cama e encosta-se, mas apoiando o rosto nas costas da mão direita. Não sofre. É um alivio que Jesus lhe dá, para aguentar o resto da Paixão…[2]

…No final desprendido da coluna, é Jesus atado de costas, para ser flagelado no peito.

14h41 – a piedosa vidente sofre por três vezes mais flagelos e solta novos gemidos de aflição. Aos golpes do flagrum no Senhor, passa ela por violentas convulsões, tais são os ferimentos que, de Jesus, vêm até ela.

14h44 – terminada a última flagelação, cai prostrada no soalho, apoiando a cabeça no bordo da cama.»

 

 

  • Coroação de espinhos

«14h45 – Acompanhando o Salvador, ao lugar da coroação, dirige-se ela, de joelhos, até junto da parede do quarto e assenta-se. Toma parte nos tormentos do Senhor, recebendo misticamente a coroa de espinhos. Sofre e geme aflitivamente, com Jesus. A cabeça treme-lhe com a agudeza das dores, sempre que os espinhos são cravados na cabeça do Salvador. Durou 28 minutos este momento de tortura.»[3]

 

 

  • Com a cruz para o Calvário

«15h13 – Ao serem impostos a Jesus os madeiros da cruz, ouve estas palavras pronunciadas pelo Salvador, no momento em que Ele passava diante do Governador romano:

- Pilatos, eu terei compaixão da fraqueza da tua alma…

A seguir, de joelhos, vai até à porta do quarto e senta-se.

15h21 – Alexandrina leva com o Salvador a cruz aos ombros e, de joelhos, vai seguindo o Mestre.»

 

 

  • Cai pela primeira vez

«15h25 – A piedosa vidente acompanha a Jesus, na primeira queda, batendo, ao cair, com a fronte, de encontro ao soalho. No momento de arrastarem o Senhor, pois levavam Jesus de rastos, puxando-Lhe os soldados pelas cordas que O prendiam, a piedosa vidente arrastou-se, também no soalho, para voltar de novo a tomar a cruz.»

 

Alexandrina em êxtase, caída sobre o chão do seu quarto

 

  • Cai pela segunda vez

«15h28 – Ao assistir à segunda quedo do Salvador, Alexandrina, caindo também, sofre uma dolorosa contusão, ao bater com a fronte no soalho. Tal como o Senhor, arrasta-se ela, de novo, até junto da porta do quarto, para de lá retomar a parte da cruz que o Esposo celeste lhe envia.

Jesus, outra vez a caminho do suplício, encontra a sua Santa Mãe, e Alexandrina, erguendo-se, repete as palavras que ouviu pronunciar a Jesus: - Minha Mãe, o meu coração fica ligado ao teu…

Profundamente comovedor foi, porém, o olhar de compaixão de Alexandrina, ao fixar os rosto aflitivo da Santíssima Virgem, quando a Mãe de Jesus deparou com o Divino Filho, quase a desfalecer, seguindo por caminho tão áspero, sem amparo nem conforto.»

 

 

  • Cai pela terceira vez

«15h31 – A piedosa Vidente sofre nova tortura e cai novamente no pavimento do quarto, magoando-se nos braços e na cabeça. Foi só depois da terceira queda do Salvador, que intimaram o Cirineu a levar a cruz.

O Salvador ia descalço e por terreno pedregoso. Foram os esticões propositados das cordas, que os carrascos empunhavam, que O fizeram tropeçar e cair.»

 

 

  • A crucifixão

«Ao ver que ao Senhor, já no Calvário, tiravam os vestidos, Alexandrina, estando de pé, fez o gesto também de se desfazer do vestido dela, chegando a desprender os dois botões, junto do pescoço. Ajoelha, a seguir, fixa a cruz, estende-se nela e apresenta a mão direita para ser cravada no madeiro. Sofre dores torturantes, ao ser pregada com Jesus, nas duas mãos e pés.

…Continuavam entretanto os sofrimentos de Alexandrina, pregada na cruz. Os príncipes dos sacerdotes e o povo blasfemavam, dizendo para o Salvador: - Se és tu o rei dos judeus, desce dessa cruz.

Jesus pronuncia neste momento as seguintes palavras, que a Vidente repete com suave amargura:

- Meu Pai perdoai-lhes, que não sabem o que fazem.

Como Gestas, o mau ladrão, blasfemasse também, Dimas constitui-se advogado do Senhor, dizendo para o outro ladrão: - Nós estamos aqui em castigo dos nossos crimes. Este, porém, (olhando para Jesus) nenhum mal fez.

Alexandrina repete, a seguir, com voz melodiosa, as palavras do Senhor, quando disse ao bom ladrão: - Em verdade te digo, hoje estarás coMigo no Paraíso.

Levantando os olhos ao Céu, a piedosa Vidente continuou reproduzindo o que ouvia da boca do Salvador a respeito do bom ladrão: - Pai, quero, que onde Eu estou, ele esteja também, e que o meu Reino seja o reino dele também.

15h37 – No meio de atrozes sofrimentos, Alexandrina continua estendida de costas, no chão, de braços abertos, pregada naquela cruz misteriosa[4], soltando gemidos aflitivos. Pouco depois, fitando os olhos em alguém, que muito ama, repete as palavras de Jesus: - Mulher, eis aí o teu filho! E, para João: - Eis aí a tua Mãe!

15h40 – Solta um gemido prolongado, doloroso e penetrante, de alguns segundos, e exclama, a contas com uma inexplicável amargura: - Meu Pai, porque é que me abandonas-te?

Ao ouvir a palavra sitio, «tenho sede», nada diz, mas leva aos lábios os dois dedos, apontador e polegar, da mão direita, em sinal de fogo que lhe devora as entranhas. Respira fundo e geme, ficando em silêncio por algum tempo.

O peito de Alexandrina arqueja aflitivamente, parecendo por vezes que a respiração se lhe paralisou.

15h50 – Pouco depois, ouve-se de novo um gemido prolongado, aflitivo, daqueles gemidos tão como vedores e impressionantes que, ao fim de meses, se reproduzem ainda vivos…

A seguir a torturada paciente exclama: - Tudo está consumado!

A respiração fica-lhe momentos suspensa. Por fim, o peito dilata-se, numa tortura de morte. Ouvem-se novos gemidos prolongados, de sofrimento inexplicável. É a derradeira agonia. De novo, com voz amortecida, deixa escapar o último gemido, doloroso, aflitivo e penetrante, como ad espedir-se do mundo inteiro, e exclama: - Nas tuas mãos (ó Pai) encomendo o meu espírito

 

(Pe. Terças cit. in Pasquale, H.; “Beata Alexandrina; pág.102-113)

 


[1]  Esta explicação deu-a ao Diretor Salesiano

[2] É uma explicação que nos foi dada pela irmã, Deolinda. A Alexandrina afirmou-nos que algumas vezes nossa Senhora lhe aparecia a dar-lhe alivio e infundir-lhe força para suportar aqueles martírios (nota do autor)

[3] Alexandrina explicou que não se tratava somente de uma coroa em volta da cabeça, mas de um capacete de espinhos que lhe cobria toda a cabeça. […]

[4] […] Alexandrina explica que não é uma cruz usual, mas consta de um tronco vertical, coberto por outros dois com a forma de V maiúsculo (mais ou menos como um Y grego), tal como a cruz usada para suplicio dos pecadores. 

 

Paixão Mística

Alexandrina começou a viver a Paixão mística em outubro de 1944. Experimentava nela os sofrimentos de Jesus.

 

Eis uma passagem que transmite a reprodução mística dos sofrimentos de Jesus na Alexandrina:

«Quando estava assim no Calvário, a cruz e Jesus levantaram-se em meu peito, a montanha foi subindo, subindo, levou a cruz e nela Jesus: desapareceu tudo, sumiu-se no Céu. Eu fiquei sozinha ligada ao principio dessa montanha. Levantou-se um mar de crimes, das maiores iniquidades, e as ondas desse mar batiam em mim, membro dessa montanha, como batem as ondas num cais. Quanto mais batiam, mais cegueira eu tinha, mais só me sentia. Sem luz, sem auxilio para aguentar tão grande mar de crimes, pior imensamente pior do que a fúria da mais tremenda tempestade; senti-me morrer, mas sem Jesus a acompanhar-me. Não o senti a Ele a expirar. Assim fiquei por um bom espaço de tempo, morta sem morrer, nas trevas sem ser noite. Veio, depois, Jesus; não trouxe logo a luz, trouxe-me a vida e um fogo que me incendiou o coração: pegou o fogo e disse-me:

“Minha filha, Minha filha, tu não estas só; Eu estou contigo. E sabes quem Eu sou? Sou aquele Jesus a quem escolheste e preferiste para Esposo. Como Eu te quero e amo! Anima-te, anima-te; tem coragem. Tu não és trevas, és luz; as trevas são para ti, para viveres nelas, e a luz, a luz, que tu és, é para as almas”»

(Sentimentos da Alma; 17/10/1947)

 

 

Jesus a Alexandrina:

«És rica de mim, és rica de virtudes. E por isso que os teus olhares atraem, têm carinhos, têm doçuras, têm prisões, têm amor. É por isso que o teu sorriso tem meiguices, tem tudo o que é do Céu.

Não vives, vivo Eu, são meios de salvação e de chamamento às almas.

Não é verdade, Minha filha, que eu na Minha vida, no Meu Calvário, possuía duas vidas, a humana e a Divina? Até nisso te pareces coMigo. No teu Calvário tens também a vida Divina; é Cristo que está em ti. Nada temas.»

(Sentimentos da Alma; 18/05/1945)

 

 

Jesus:

«Minha filha, vida do amor, luz do evangelho. És vida do amor porque o incendeias em muitos corações, neles o fazes nascer, neles o fazes viver. É esse o edifício da tua alma, é edifício mundial. És a vida e a rainha do amor. É desse edifício da tua alma que ele se espalha por toda a humanidade. Este edifício está guarnecido com as guarnições das tuas virtudes. Como elas são belas! És luz do Evangelho porque a tua vida cheia de maravilhas, mostra mais claramente o que foi a Minha vida na Terra. A Minha Paixão, a Minha misericórdia, a Minha ternura, a loucura do Meu Divino amor! Mostra o quanto sofri e quanto te assemelhei a Mim. Foram infinitos os Meus sofrimentos, infinitos são também os teus, porque estás transformada no Infinito. […]

Tudo o que fazes é por Mim, é certo que com a tua correspondência à graça. És poderosa com o Todo-Poderoso. Não é à sombra do arvoredo que os homens se abrigam e se deliciam? Também Eu à sombra das tuas misérias Me escondo; debaixo delas opero maravilhas e grandes prodígios.»

(Sentimentos da Alma; 13/04/1945)

           

 

Jesus:

«Para longe de ti, Minha filha, as tuas trevas, as dúvidas e temor, para que saibas que sou teu Esposo, o teu Jesus. Venho beber, venho saciar, na tua fonte a Minha sede; venho retocá-la, abrilhantá-la, enriquecê-la para que toda a água dela se aproveite, água que é tirada, transformada do Sangue das Minhas veias. O Meu Sangue é Sangue que gera virgens, germina, dá vida. Eu sou a tua vida, e é por ti que as almas recebem a Minha vida Divina. Deixa-me enriquecer essa fonte, a fonte do teu coração, deixa-me despejar nela o cofre do Meu amor e das Minhas riquezas: são as Minhas últimas maravilhas em ti.»

(Sentimentos da Alma; 14/09/1945)

Paixão Íntima

 

A união entre o Senhor e a Alexandrina era muito profunda. Depois da Paixão de Jesus visível, Alexandrina começa a viver a Paixão íntima, por volta de 1944.

 

Eis algumas das inúmeras expressões amorosamente íntimas de Alexandrina:

 

«Meu Jesus tenho tantas ânsias de Vos amar! Desfaleço com tantas saudades do Céu. Que tristeza viver aqui. Tanto dó de mim. […] Assemelhai meu coração ao Vosso. Por Vosso amor quero perdoar a todos, por Vosso amor e por amor às almas aceito estes espinhos que tão profundamente ferem a minha cabeça em tantas horas do dia. […] Jesus, Jesus dai-me amor sem fim, dai-me amor para todos…»

(Sentimentos da Alma; 24/10/1944)

           

 

Alexandrina:

«Queria fazer uma Comunhão muito ferverosa e santa. Veio Jesus e avivou em mim os desejos de mais e mais amor. Envergonhadíssima da minha miséria não podia fitar os meus olhos em Jesus nem sabia conversar com Ele. Meu Deus, meu Deus, que vergonha! Queria esconder-me debaixo de todas as montanhas. Assim o fiz: corri para elas e todas caíram sobre mim. Então pude dizer:

"Ó Meu Jesus, ó Meu amor, não tem outro fim senão o de amar-Vos: quero amar-vos; quero amar-Vos, mas não com o fim de parecer bem nem de agradar às criaturas."»

(Sentimentos da Alma; 01/11/1944)

 

 

Verdadeiramente, Alexandrina vive a vida de Jesus, desejando participar da sua dor, do seu sofrimento reparador, em grande intimidade:

«É por Vós, Jesus, e pelas almas que eu sofro e que quero e que aceito o que Vós quereis e me dais. Amo e beijo a mão bendita do meu Senhor. Caio, e não me levanto. A dor desfaz todo o meu ser. A natureza apavorada sente quase impulsos de revolta contra a dor. Mas a vontade, no abraço mais íntimo, estreita-a, prende-a, enleia-a toda em fortes cadeias do mais puro amor: não pode deixá-la, não pode separar-se: dor e Jesus, Jesus e a dor!»

(Sentimentos da Alma; 09/01/1953)

 

 

Jesus declara-lhe a Sua predileção pelos «pequeninos», por Alexandrina:

«Vem cá, vem cá, esposa Minha, tu és vítima de toda a espécie de crimes. Nada temas. As tuas trevas dão luzes, a tua morte, vida; assim o permito, porque fui Eu que te preparei para a mais alta reparação. A tua vida tão simples há-de ser a confusão dos grandes, dos sábios. O que é a vida de Deus nas almas! Gosto tanto das humildes e pequeninas! Eu sou nelas toda a grandeza. Recebe a gota do Meu Divino Sangue. Recebe Sangue, recebe amor.»

(Sentimentos da Alma; 12/03/1955)

 

 

No mistério da Paixão íntima, Alexandrina tenta expressar-se:

«Meu Deus, meu Deus, eu queria dizer o que me vai na alma. É um vazio tão grande, tão grande, tão infinito, que só o Infinito me pode encher, com a Sua vida, com o Seu amor. Ó meu Deus, como me custa falar do Infinito, quando as trevas destruidoras e os sentimentos da alma não me deixam ver e tentam persuadir-me de que nada existe. Mas este Infinito quer o Infinito e só no Infinito posso viver. Ai, meu Jesus, mas eu não tenho vida. Tudo é morte, tudo é morte. Passei um dia e uma noite sem poder olhar e sem me poder unir ao Infinito da forma que a minha alma anseia.»

(Sentimentos da Alma; 01/04/1955)

Destaques
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2016-2017
Ano Mariano - Fé Contemplada
18 de junho 2017
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21 de junho 2017
Aparição da Santa Cruz
8 e 9 de julho 2017
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14 de setembro
Exaltação da Santa Cruz
13 de outubro 2017
62.º aniversário da morte da Beata Alexandrina
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